CriminalDigitalMulher

Tráfico de Pessoas e a Internet

A internet nos traz facilidades desde sua criação mas, é inegável o seu papel na atração de vítimas do tráfico de pessoas.

A maior parte das vítimas são homens e mulheres, travestis e transgêneros, crianças e adolescentes vulneráveis devido a diversos fatores, como condições socioeconômicas, conflitos familiares e violência doméstica justamente por esse crime se caracterizar pela exploração da vulnerabilidade humana extraindo dela os seus lucros.

Com o avanço da tecnologia e o anonimato das redes, cada vez mais aliciadores usam a internet para identificar e recrutar vítimas para o tráfico humano. São criadas falsas agências de modelos e de empregos, utilizam negócios reais como fachada para atrair indivíduos para exploração sexual e pessoas em situação de vulnerabilidade para condições análogas a escravidão, seja em trabalho ou a condição de servidão.

A internet potencializa as vulnerabilidade e assim a pessoa entra no radar destes aliciadores ou dos próprios traficantes.

Perfis “fakes” em redes sociais como o Facebook e Twitter são criados para se aproximar e conquistar a confiança das vítimas. A intenção é que elas confiem naquele intermediário e não suspeitem das reais intenções.

Muitos destes perfis tem um background na deep web aonde este tipo de negócio é planejado. Por lá se combinam o perfil desejado, a remuneração pela busca, todos os trâmites e então é que são criados estes perfis, tudo isso justamente para não deixar rastros.

O ser humano é mercantilizado!

Seria necessário um avanço grande para contra-atacar e conseguir saber de fato a origem e identidade deste tipo de perfil. Atualmente eles estão encobertos por artifícios que fazem por exemplo com que um aliciador localizado aqui no Brasil, seja identificado como conectado em qualquer outro país, assim, ao rastrear seu IP as informações não batem e sua identidade fica bem difícil de ser descoberta.

A internet tem sido uma ferramenta forte no aliciamento mas ainda traz elementos fracos na identificação de responsáveis, logo, não há que se descuidar de políticas para enfrentar a vulnerabilidade das vítimas e tratar o problema ao menos em uma de suas raízes.

Simone Cabredo
Últimos posts por Simone Cabredo (exibir todos)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *